Blá blá blá

quarta-feira, julho 1st, 2009

Hoje foi um dia atípico.

Definitivamente.

A partir de hoje, entramos oficialmente no segundo semestre de 2009; aqui na Bahia, véspera de feriado. O ar torna-se mais fresco, a idéia de não ter que trabalhar amanhã (para muitos) nos deixa muito mais tranqüilos; e, para celebrar, a possibilidade de sair hoje com os amigos é a forma de deixar tudo ainda mais agradável. Valentina implora por atenção, mexendo nas minhas canetas, cds, tudo que esteja ao seu alcance.

Digressão à parte, deixa eu retomar o pensamento.

Segundo semestre.

Então, como eu dia dizendo, o 1º de julho é, de certa forma, um tanto quanto significativo para aqueles que acreditam na segunda chance de realizar todas aquelas coisas que não foram concretizadas nos seis primeiros meses do ano. É como começar o ano novamente, só que desta vez bem reduzido e com muitas pendências atrasadas.

E o inicio de tudo sempre me faz pensar.

Na verdade, a única coisa que só faço bem mesmo é pensar e pensar e pensar.

O dia começou praticamente às 14hrs, com um bom almoço, mas com uma conversa chata sobre literatura e suas abstrações. Apesar de chata, pude tirar uma boa lição: preciso mergulhar mais nos textos.

Depois disso, nada com um expresso pra acalentar o espirito, me deixar muito mais feliz para então ter inicio os encontros aleatórios. Colegas e figuras que há muito não via deram as caras hoje, colegas do 1º semestre da faculdade, amigos puxando-lhe a orelha por estar sendo tão displicente para com sua vida acadêmica, mas sem deixar de dar aquele abraço gostoso cheio de calor e carinho que me faz ficar muito feliz por tê-los como amigos.

Toda essa série de encontros me fez refletir sobre o quanto tenho que trabalhar para pôr em dia as coisas atrasadas, o quanto preciso amadurecer sobre diversos ambitos da minha vida, sobre como eu deveria deixar de lado várias coisas e focar as energias nos estudos.

É, eu sei, já levei a minha porrada no inicio do ano, mas o meu problema é que levo muito tempo para pegar no tranco.

E, como de costume, cansei de escrever. Odeio postar textos que remetem ao modo “querido diário” de ser, mas enfim, precisava escrever…

Até mais!

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Now playing: Alice In Chains – God Smack
via FoxyTunes

Romance e Cigarros

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Comecei a assistir, mas cheguei à conclusão de que não estou na vibe do filme. Melhor assistir em outro momento.

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Now playing: John Petters And His Rhythm – Black And Blue
via FoxyTunes

[sem título]

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Uma das primeiras lembranças que tenho, faz questão de surgir em meio a devaneios: é a do meu primeiro aniversário. Lembro-me da presença de pessoas queridas, choros de outras crianças, de alguns abraços e inúmeros brinquedos permeados sobre a mesa junto ao bolo. Essa lembrança torna-se mais viva quando, vez por outra, encontro o álbum de fotos e visualizo tal episódio. As pessoas então parecem tomar vida, deixando a estaticidade da fotografia e simplesmente passam a dançar, a sorrir e a bater palmas, numa verdadeira sinfonia de movimentos.

Verão e cordas

quinta-feira, junho 18th, 2009

21 de dezembro, solistício de verão.

Os primeiros raios da aurora invadiam-lhe o quarto. Abriu um olho e, deitado, tentou contemplar o espetáculo que mostrava-se para ele. Uma vez por ano, fazia questão de admirar o sol levantar-se, surgir no horizonte, revelando sua pomposidade, seu calor, seu amarelo que tanto fazia-lhe doer as vistas.

O solistício de verão revelava-lhe uma série de detalhes que fazia questão de ignorar: as roupas sujas no quarto, a planta que lutava para sobreviver do lado de fora da janela, as cartas não enviadas. Entretanto, era o dia em que mais adorava tomar as pequenas resoluções que fazia questão em adiar: uma conta não paga ali, um telefonema não dado acolá, um “olá” despretencioso para algum amigo aleatório.

Com esforço, levantou-se e caminhou para a janela; abriu-as e sentiu uma brisa fresca chocar-se contra si. Fechou os olhos e esboçou um sorriso, resultado do imenso prazer que sentia naquele momento.

Dirigiu-se ao banheiro, tomou banho, arrumou-se a carater; afinal, aquele era um dia especial. Depois sentou-se na cama, retirou um bloco de anotações e pôs-se a escrever uma série de instruções, quadrinhos, livros e discos a serem dados para a afilhada, quadros a serem doados e cartas a serem enviadas.

Na cozinha, preparou um farto café-da-manhã, ovos, bacon, cereal, capuccino.

Retornou ao quarto, retirou a corda da mochila e preparou o palco.

Desta vez Carlos morrera enforcado.

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Now playing: Pink Floyd – Fat Old Sun
via FoxyTunes

Para não dizer que junho começou mal…

segunda-feira, junho 1st, 2009

Coisas que surgem assim do nada e que me faz escrever coisas sem sentido, sem estrutura legal, sem final, apenas pra dizer que escrevi algo no primeiro dia do mês.

Chegara à beira de um ataque de nervos, sua ansiedade dominava-lhe a ponto de simplesmente não discernir sobre que cores combinar para ir ao bar. Fazia tempos em que não se sentia daquele jeito, eufórico, nervoso, uma criança prestes a sair para um grande passeio ao parque.

Olhou-se no espelho, respirou fundo e, dizendo para si mesmo: “Calma, dará tudo certo, é tudo uma questão de espontaneidade…”

Terminou de se vestir, pegou a chave do carro e, olhando para a gata que o observava de longe, disse: “Deseje-me sorte, minha querida!” A gata apenas lambeu a pata e o ignorou totalmente. Blasé como sempre foi.

No caminho, pôs um cd do Deep Purple para tocar. Apesar da agitação sonora, tantas guitarras e baterias e tudo mais, aquele som psicodélico conseguia exercer uma função de calmante para ele. Seu coração já não mais estava disparado, seu ritmo já normalizara sua respiração já não era mais ofegante e seu estado de espírito encontrava-se numa paz típica de um domingo a noite.

Redes Sociais

segunda-feira, maio 11th, 2009

E o que o título quer dizer? Ora, já diz muita coisa. Entretanto, caro leitor, você se surpreenderar – ou talvez não – com o conteúdo, uma vez que não sou tão geek a ponto de sair explorado todos os detalhes de inumeras redes sociais que existem por aí.

Decidi escrever esse texto apenas como forma de apaziguar a minha inquietação para o “boom” chamado Twitter.

Primeiro, vamos ao básico: o que é uma rede social?

Simples.

Imagine-se preso numa teia de aranha, daí você possui inumeros fios que te ligam a diversas outras pessoas também presas na teia de aranha e daí vocês podem trocar idéias, conversar amenidades, discutir política, religião, futebol e diversos outros tópicos.

Pronto, a idéia básica é essa. Agora ponha tudo isso dentro de um computador e “voilá”! Você possui uma rede social na internet.

Nos últimos meses, uma rede social que tem se popularizado bastante é o Twitter, uma espécie de “micro-blogging” em que você posta algo com até 140 caracteres e a pergunta principal dele é: “O que você está fazendo?”

Boa parte dos usuários da web entenderam literalmente essa pergunta e postam a cada 5 minutos o que está fazendo (Ok, que necessidade tem de espalhar que está no banheiro cagando?).

Outro, no entanto, tiveram a visão além do alcance e aproveitaram o twitter como ferramenta de fluxo de notícias. Além de ajudar no “jornalismo colaborativo”, inumeras agencias de notícias (BBC, CNN, G1 entre outros) utilizam o twitter dessa forma.

Entretanto, com a limitação dos 140 carcteres do Twitter, surgiu algo bem interessante: o tumblr. Lá, você pode escrever a vontade e, além de texto, pode fazer a festa com fotos, citações, videos e outras coisas mais. Essa rede sim, possui um grande potencial de defenestrar o que conhecemos o blog.

Mas a internet é aglo que surpreende a cada dia, logo, melhor não tirar conclusões precipitadas.

E como já estou de saco cheio de escrever, fica para uma outra oportunidade mostrar minhas opiniões sobre o Last.fm, Myspace, Facebook e o Blip.fm

“Buenas noches”!

Adeus

segunda-feira, maio 4th, 2009

-Então você não gosta mais de mim?

-Não, não é isso…

-Como assim “não”? Mas está obvio!

-Você não está me entendendo, não é que eu não goste mais de você, muito pelo contrário, eu gosto muito, mas é que chega uma hora em que temos que nos desfazer de algumas…

-Você está me jogando fora, é isso que você está fazendo?

-Não, eu não estou te jogando fora, eu só…

-Você nem ao menos pensou nesses 10 anos em que ficamos juntos, o quanto te aqueci e o quanto fui companheiro para você nos momentos em que dava uma de deprimido sem razão.

-Meu amigo, você nem imagina o quanto eu pensei e acredite, sou-lhe imensamente grato por tudo que você me fez e…

-A verdade é que você nunca gostou de mim!

-Como assim? Do que você está falando?

-Isso mesmo, toda essa atitude só mostra que você nunca gostou de mim na verdade.

-Veja lá o que você está falando! Sempre gostei de você a ponto de tomar o maior cuidado do mundo para não te esquecer e, a única vez em que isso aconteceu, fiz o impossível e o imaginário para te manter junto a mim…

-É, sei… Pra me descartar agora… Você nem ao menos reconhece o perfume das mulheres que aqueci apenas para te agradar, para apenas agora me inutilizar.

-Sim, reconheço sim e não, não estou te inutilizando, eu simplesmente estou me desfazendo de você, farei com que outra pessoa possa aproveitá-lo todas as coisas que você tem a oferecer.

-Mas… Mas… O que será das nossas noites frias e chuvosas, assistindo filme com você derramando coca-cola em mim?

-Essas noites não são nada perto do frio que várias pessoas passam mundo afora. Pense em como você ficará contente em estar aquecendo alguma alma numa noite fria e tempestuosa mundo afora…

-Mas eu não gostaria de me separar de você…

-Acredite, eu também não, mas comigo você está deixando de ser você, pois irá perder sua utilidade, aquilo para o qual você foi concebido: aquecer o corpo humano.

-Mas…

-Não, não fale mais nada. Você sempre estará no meu coração, querido amigo, amado companheiro, sempre meu Xeque… Adeus.

Adivinhe o que estou fazendo de bom

quinta-feira, abril 23rd, 2009

Quinta-feira  a noite e São Pedro resolve dar uma leve trégua. No céu, algumas poucas estrelas tentam mostrar seus brilhos já mortos. Um vento frio sopra, nada preocupante, na verdade, muito aconchegante por sinal, fazendo-nos querer ir pra cama e curtir o clima com o cobertor até o pescoço. 

Quem, em sã consciencia, curte uma quinta-feira? Principalmente esta?

Ora, tem malucos para tudo. 

Entretanto, esta quinta-feira foi especialmente preparada para os solitários: de amor, de companhia, de amizade, de espírito. 

Muitos certamente acordaram hoje com a chuva e pensaram duas vezes antes de levantar da cama. Entretanto, para os solitários, acredito que foi especialmente mais complicado fazer isso sem ter alguém em quem pensar na possibilidade de encontrar aleatóriamente – “Ora, mas vejam só! Você por aqui? Que encontro pitoresco!” -, sem ter alguém para dar um empurrãozinho – “Vamos, amor, vai lá na padaria comprar pão…” -, sem ter alguém para encontrar ao fim do dia, apenas para passar todo período pensando nela – “Opa, hoje tenho um encontro super legal, logo, vamos caprichar, nada de falar besteira…”.

Pois é, essa quinta-feira está com cara de solidão. E, por algumas cargas d’água, acabei escutando assim do nada o “Sea Change” do Beck.

E não é que esse disco é uma trilha-sonora perfeita para o dia?

Download do Torrent: Beck – Sea Change

Sobre escrever

quarta-feira, abril 22nd, 2009

Lembro-me que 2001 foi praticamente o melhor ano da minha vida. Eu estava pra finalizar mais uma etapa da minha vida, terminando o ensino médio; ouvi The Doors até cansar e, no calor do auge da minha adolescência, adquiri a filosofia do “fo2111111111111111111111111111111111111111111117777777777777777777777777hhhhhhhhy=========( isso foi minha gata, que agora aprendeu a subir na mobília onde fica meu computador, logo, ela vira e mexe resolve dar um passeio passando por cima do teclado ) – então, como eu ia dizendo, adquiri a filosofia do “foda-se”. A quantidade de “foda-se” que disse nesse ano supera a quantidade da minha vida inteira.

E em 2001 foi o ano em que mais produzi. Textualmente, culturalmente, filosoficamente.

Será que irei superar a faixa dos 36 livros lidos no ano em questão? E engraçado, porque consegui ler os livros do vestibular ( faltando apenas dois ) e além disso, praticamente tudo o que caía na minha mão oriundo de boas sugestões.

E foi o ano também em que mais escrevi na vida.

Lembro-me que foi nessa época em que comecei a esboçar um livro, ficção-científica envolvendo viagens temporais e dramas familiares. Entretanto, acabou não rolando. Acho que foi até melhor assim, anos depois cheguei à conclusão de como a história era ridícula.

Hoje, escrever algo se tornou um verdadeiro martírio. Parece que perdi o “feeling”. Inumeras idéias agonizam minha mente, querendo a todo custo se materializar na escrita, mas simplesmente tudo fica restrito a uma mancha branca na tela no computador ou então na pausa dramática do lápis em cima do papel.

Será que desaprendi a esrever?

Todos os caras jovens

terça-feira, abril 21st, 2009

É engraçado como as coisas acontecem.

Vim prestar atenção nesta música há pouco tempo, apensar de já tê-la escutado inumeras vezes em outras ocasiões. E o que me proporcionou esse momento de observação? A versão americana de uma série inglesa, Life on Mars. A história gira em torno de um detetive policial que, ao sofrer um acidente, acorda no ano de 1973 e suas desventuras para entender como viajou no tempo e na busca de uma possível volta para casa. Mas não é sobre isso que quero faalar…

“All the young dudes” foi escrita por David Bowie e interpretada pelo Mott the Hoople, está na posição #253 da lista das melhores canções de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone e, sem sombras de dúvidas, representa uma geração.

Geração esta que me fascina até hoje. Por inumeras vezes já brinquei dizendo que nasci na época errada, que eu deveria ter nascido na década de 50. Na Inglaterra ou nos Estados Unidos. Em alguns momentos acho que em outra vida vive nesse periodo, que fui, não um hippie, mas um cara com um ouvido muito sensivel para o bom rock ‘n’ roll, que fui no festival de Woodstock, peguei a palheta de Hendrix e do Townshend, que tive a oportunidade de tomar algumas cervejas com Bukowski ou ter me esbarrado com Ian Curtis no show dos Pistols.

E, ouvindo “All the young dudes” pela quarta vez consecultiva, perco o fio da meada.

É, deixa pra lá!

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